quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fernanda Takai explica o sucesso




Colaboração de Márcio Rodrigues


Sempre vestida de forma peculiar (o mineiro Ronaldo Fraga é seu estilista de estimação), Fernanda Takai chega com sua famosa timidez que é muito comparada a de Nara Leão. Nelson Motta a definiu como “o oposto da exuberância e vulgaridade das estrelas pop rock”. Com sua voz miúda também como a de Nara, a cantora que nasceu no Amapá, mas como ela mesma diz é ‘mineira honorária’, conquistou o público exigente da MPB com seus dois discos solo.
Ela já havia conquistado o público pop rock desde o início dos anos 1990 com a banda Pato Fu, da qual é vocalista e que, segundo a cantora, continua sendo a sua prioridade.
Fernanda diz que não esperava o sucesso do seu primeiro disco solo ‘Onde brilhem os olhos seus’, de 2007. “Foi uma coisa despretensiosa, que fiz em casa e mandava por e-mail para o Nelson Motta, que produziu o disco e quando vi estava pronto”, conta. Ela, que hoje é unanimidade na crítica, se assustou com a repercussão positiva que obteve. “Eu esperava uma repercussão negativa, já que era cantora de uma banda pop que ia cantar músicas de um estilo diferente, mas ganhei o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor disco de MPB e depois outros prêmios”.
Em junho de 2009 foi lançado o segundo CD da cantora, ‘Luz Negra ao vivo’ foi tão bem recebido quanto o primeiro. Neste CD, Fernanda interpreta as músicas que compõe o show de sua turnê solo. Duran Duran, Michael Jackson, Eurithmycs, Roberto Carlos e Pinduca estão no repertório, além das músicas do CD primogênito.
Fernanda é bem eclética em seu gosto musical e isso a influenciou bastante. “Sempre ouvi de tudo, de Nara Leão a Duran Duran e isso tudo está no disco. Todas as músicas do disco solo são minhas escolhas. Eu gravo por pura empatia musical”, concluí.
Com autonomia para gravar, um excelente gosto musical e ótimo tato para escolher seu repertório, Fernanda Takai é a uma das vozes que mantém viva a boa música brasileira.

Foto Fernanda Takai: Márcio Rodrigues

Twitter:
http://twitter.com/marciojor
http://twitter.com/marcofeitor
site Fernanda:
http://www.fernandatakai.com.br
patofu

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cresci, infelizmente cresci.

Tive a melhor infância que alguém pode ter tido. Era maravilhoso acordar e saber que ia brincar o dia inteiro: pique-esconde, pé na bola e todas aquelas brincadeiras infantis. Mas o bom era futebol, ainda mais quando o campo é na sua casa e você é o dono da bola. Minha maior felicidade era quando saía da escola na sexta e via o Henrique esperando lá no portão com a minha mãe, era sinal de que ele ia dormir na casa da ‘vó’ e que o final de semana ia ser bem divertido. Dona Cota xingando por causa do barulho e a vó reclamando por causa do jardim. Ah, o jardim! Henrique, Adriana e Glauber eram meus melhores companheiros. (o Vilson, outro grande amigo morava em Campos do Jordão, ainda) Crescemos juntos, brincávamos de tudo que se pode imaginar (até arremesso de chinelo, né Rique e Dri).Era maravilhoso. Felicidade plena. Alegria e a pureza de ser criança. No final do ano, a festa era maior, porque aí se juntavam nossos tios e dezenas de primos (Michelly, Erica, Jaque, Everton, Ronalt e tantos outros) Família enorme, alegre e feliz.Era simplesmente maravilhoso.Crescemos e cada um tomou um rumo diferente. Cada um foi cuidar da sua vida.Já não temos o campinho de futebol, o jardim da vó não é o mesmo. Já não temos a Vó, que ta lá em cima olhando por todos nós, mas ainda temos a casa da vó, que vai ser sempre a casa da vó (apesar de agora ser só do ‘Vô’).E que vô - Grande Sô Adolfo Feitor. Lá vamos nos divertir, lembrar o passado, contar as novidades e esperar o futuro.